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Este FAQ foi escrito com a mentalidade de segurança pública + cibersegurança: reduzir exposição ao risco, reconhecer padrões de ameaça e agir com método quando a adrenalina sobe. A proposta do site é simples e poderosa: mais consciência situacional, menos vulnerabilidade — sem transformar a vida num filme de ação (até porque ninguém quer dublê no trajeto para a padaria).
1) Conceitos básicos (para todo mundo falar a mesma língua)
✅ O que é “Sobrevivência Social”?
É o conjunto de hábitos e estratégias para prevenir, evitar, interromper e reagir a riscos causados por pessoas (“predadores sociais”) e por fraudes — no mundo físico (roubos, agressões, perseguição, violência doméstica) e no digital (golpes, invasões, extorsões, vazamentos).
✅ “Vigilância constante” é paranoia?
Não. É atenção treinada, com custo mental baixo:
- observar ambiente sem ficar “caçando perigo”;
- manter rotas e saídas em mente;
- reduzir distrações em pontos críticos (porta de casa, estacionamento, caixa eletrônico).
✅ Qual é a regra nº 1 em segurança?
Distância + tempo + informação = vantagem.
A maioria das ocorrências fica mais perigosa quando você:
- perde tempo indeciso(a),
- reduz distância do agressor,
- entrega informação (rotina, endereço, senhas, localização).
2) SOS: “Estou em risco agora” — o que fazer imediatamente?
🚨 Quais números eu devo memorizar?
- 190 — Polícia Militar (emergência)
- 192 — SAMU (emergência médica)
- 193 — Bombeiros
- 191 — PRF (rodovias federais)
- 180 — Central de Atendimento à Mulher (orientação e encaminhamento)
- 100 — Direitos Humanos (crianças, idosos e outras violações)
🚨 Protocolo SOS em 60 segundos (rua / comércio / transporte)
1) Vá para um ponto seguro: lugar com gente, câmera, equipe e saída (farmácia, mercado, posto).
2) Peça ajuda com instrução clara:
“Estou me sentindo ameaçada(o). Pode ficar comigo e chamar a polícia?” 3) Ligue 190 e diga: onde está, o que ocorre, descrição do suspeito, se há arma/ameaça. 4) Não vá para casa se estiver sendo seguido(a).
3) Rua e espaços públicos (a pé)
✅ Quais são sinais comuns de risco (sem “achismo”)?
- alguém “gruda” na sua rota, ajusta ritmo quando você muda;
- pessoa/veículo aparece repetidamente em pontos diferentes;
- tentativa de encostar ou bloquear caminho;
- abordagem com história confusa pedindo ajuda que exige deslocamento (“vem ali rapidinho”).
✅ O que eu faço para reduzir chance de roubo/furto?
- Celular fora de vista em transições (saída do carro, portão, esquina, ponto).
- Bolsa/mochila à frente em aglomerações.
- Um fone só (ou nenhum) em áreas de risco: audição é sensor.
- Evite “modo automático” em horários previsíveis.
✅ Se alguém tentar me distrair (golpe da informação, do papel, do “caiu algo”)?
- Não pare nem abaixe totalmente a atenção.
- Afaste-se 2–3 passos, mantenha seus pertences junto ao corpo.
- Responda andando: “Não posso ajudar”.
4) Casa e rotina (entrada e saída são os pontos críticos)
✅ O que é “procedimento de chegada segura”?
Uma rotina simples:
- pare em local iluminado, observe 3–5 segundos antes de abrir portão;
- chave já na mão (não procure chave “dentro da bolsa”);
- entrou? portão fecha, porta tranca, só depois mexe no celular.
✅ Como reduzir risco de invasão e “marcação”?
- iluminação externa funcionando;
- número da casa visível (ajuda emergência e inibe “testes”);
- não divulgar rotina em tempo real nas redes;
- atenção a estranhos “prestando serviço” sem identificação.
✅ E se eu achar que estou sendo observado(a) perto de casa?
- não confronte;
- não pare na frente de casa: dê volta e vá a lugar público;
- acione 190 se houver insistência.
5) Veículo (cidade e estrada)
✅ Como reduzir risco em semáforos e estacionamentos?
- portas travadas, vidros fechados;
- distância do carro da frente para manobra;
- evite mexer no celular parado(a);
- ao estacionar, escolha área iluminada e com fluxo.
✅ Acho que estou sendo seguido(a) de carro. O que faço?
- não vá para casa;
- faça mudanças de rota seguras; se o veículo acompanhar, trate como perseguição;
- vá a local movimentado/base policial e ligue 190 (ou 191 em rodovia federal).
6) Estabelecimentos comerciais (lojas, clínicas, mercados, bares)
✅ Trabalho em atendimento ao público. Como lidar com ameaça/assédio?
- tenha palavra código interna (“preciso conferir o estoque”) para chamar apoio;
- mantenha posição com rota de saída e perto de colegas/câmeras;
- registre incidentes (data/hora, descrição, imagens do CFTV).
7) Crianças e adolescentes (prevenção precisa ser ensaiada)
✅ O que crianças devem saber (em frases simples)?
- “Eu não vou com quem meus responsáveis não autorizaram.”
- “Se eu me perder, eu procuro um funcionário (crachá/guarda).”
- “Se alguém me pegar, eu grito e faço barulho.”
✅ E a regra da palavra código?
Excelente: uma palavra combinada com família.
Se alguém disser “sua mãe mandou”, a criança pede a palavra-código. Não soube? Não vai.
8) Idosos (mistura de vulnerabilidade física + golpes)
✅ Por que idosos são alvo frequente?
Porque golpistas buscam:
- pressa (“é agora ou perde”),
- medo (“seu CPF foi usado”),
- autoridade falsa (“sou do banco/INSS”).
✅ Regra de ouro contra golpes
- ninguém confiável pede senha, código do SMS, token, biometria por vídeo, ou “teste de Pix”.
9) Golpes digitais e fraudes (PIX, WhatsApp, redes sociais, “falso suporte”)
✅ Golpe do WhatsApp / clonagem / “novo número”
Sinais:
- urgência emocional + pedido de dinheiro + história curta. Defesa:
- confirme por ligação para um número já conhecido;
- ative verificação em duas etapas no WhatsApp;
- desconfie de “print de comprovante”.
✅ Phishing (link falso do banco/entrega/multa)
Defesa:
- não clique em links de SMS/DM “avisando problema”;
- digite o site oficial manualmente ou use app oficial;
- confira domínio e remetente (golpe imita nome, não endereço real).
✅ Falso suporte técnico (empresa, MEI, escritório)
Sinais:
- “detectamos vírus, instale este acesso remoto”. Defesa:
- política interna: suporte só por canais oficiais;
- MFA em e-mail e sistemas;
- bloquear instalação sem permissão (privilégio mínimo).
10) Violência doméstica e controle (segurança é também liberdade)
✅ Controle é violência?
Pode ser. Exemplos:
- monitorar localização, exigir senhas, impedir contato com família;
- ameaças, chantagem, destruição de objetos, isolamento social.
✅ O que fazer com segurança (física + digital)?
- priorize local seguro e rede de apoio;
- documente ocorrências (prints, áudios, datas);
- busque orientação e encaminhamento via 180; em emergência, 190.
- se suspeitar de espionagem no celular (stalkerware), cuidado: “mexer” pode escalar o risco. Segurança pessoal primeiro.
11) “Como eu me preparo sem gastar muito?” (kit e hábitos)
✅ Itens úteis (baixo custo)
- lanterna pequena;
- power bank;
- cópia de contatos de emergência;
- app de autenticação (2FA) e senhas fortes (gerenciador de senhas).
✅ Hábitos que mais protegem
- rotas e horários menos previsíveis (quando possível);
- combinados com família (“cheguei bem”, palavra-código);
- backup de dados importantes (inclusive para vítimas de golpes/extorsão).
12) Pós-incidente (depois do susto, vem a fase decisiva)
✅ Fui vítima de golpe/roubo. O que faço nas primeiras horas?
Se for roubo de celular:
- bloqueie linha com operadora;
- bloqueie aparelho (Google/Apple);
- altere senhas do e-mail e bancos (nessa ordem: e-mail → mensageria → redes → bancos);
- registre BO.
Se for golpe financeiro:
- avise banco imediatamente;
- registre protocolos;
- preserve evidências (prints, conversas, comprovantes).
Nota de responsabilidade
Este FAQ é educacional e não substitui orientação policial, jurídica ou assistência social. Em risco imediato, a prioridade é acionar 190/192/193/191 e buscar local seguro.