junho 2026

Violência Vicária e Vicaricídio: como reconhecer sinais, se antecipar e proteger a família de uma barbárie

9 minutos Há violências domésticas que não se limitam à agressão direta contra a mulher. Em alguns casos, o agressor busca atingir a vítima “por terceiros” — especialmente filhos e filhas, mas também familiares, animais de estimação e bens essenciais — para punir, chantagear, manter controle ou impedir a separação. Em debates contemporâneos, isso é frequentemente chamado de violência vicária; e, quando a agressão culmina em morte de crianças ou de pessoas próximas para causar sofrimento à mãe, fala-se em vicaricídio. Este é um tema duro. E precisa ser Continue lendo

Segurança ao Sair à Noite: prevenção e autoproteção para mulheres contra violência urbana e doméstica

9 minutos Sair à noite — para trabalhar, estudar, resolver algo urgente, visitar alguém ou simplesmente viver — não deveria exigir “coragem extra”. Mas a realidade urbana brasileira (e muitos contextos rurais com pouca iluminação e baixa presença de pessoas) cria um cenário em que o risco aumenta: ruas mais vazias, menor vigilância informal, mais oportunidade para furtos/roubos e maior vulnerabilidade a perseguição e assédio. Quando somamos a isso a violência doméstica, o problema muda de nível: o agressor íntimo não é um desconhecido oportunista; é Continue lendo

Prevenção e Autodefesa para Mulheres: segurança contra violência doméstica (no mundo real e no digital)

Prevenção e Autodefesa para Mulheres: segurança contra violência doméstica (no mundo real e no digital)

8 minutos Violência doméstica não é “briga de casal”, não é “fase ruim” e não se resolve com paciência infinita. Ela é um padrão de controle que pode evoluir de humilhações e isolamento para agressões físicas, violência sexual, destruição de bens, ameaças e até feminicídio. Na lógica da Sobrevivência Social, o agressor (um “predador social” íntimo) usa proximidade, rotina e acesso como vantagem: sabe seus horários, seus gatilhos emocionais, seus pontos de vulnerabilidade — e, muitas vezes, controla seu celular, seu dinheiro e suas relações. Este artigo foi escrito Continue lendo

Cuidados no Transporte Público: segurança prática para idosos (no mundo real e no digital)

Cuidados no Transporte Público: segurança prática para idosos (no mundo real e no digital)

8 minutos O transporte público é, para muitos idosos, sinônimo de autonomia: ir ao médico, ao mercado, visitar família, resolver pendências no banco. Ao mesmo tempo, é um ambiente com fatores clássicos de risco na segurança pública: aglomeração, distração, pressa, rotas previsíveis e presença de oportunistas. Some a isso o celular (pagamentos, aplicativos, mensagens) e surgem também os riscos da fraude digital — muitas vezes iniciada dentro do ônibus, metrô ou no ponto. Como especialista em segurança pública e cibersegurança, eu resumo o objetivo deste guia assim: reduzir a Continue lendo

Prevenção de Fraudes: segurança prática para idosos no mundo real e no digital

Prevenção de Fraudes: segurança prática para idosos no mundo real e no digital

7 minutos Fraudes contra idosos não são “azar” — são crimes planejados para explorar pressa, confiança e rotinas previsíveis. No Brasil, golpes financeiros e digitais cresceram em sofisticação: hoje o criminoso combina engenharia social (manipulação emocional), falsas identidades (banco, governo, parente) e tecnologia (WhatsApp clonado, links, QR codes, centrais falsas) para induzir decisões rápidas. Como profissional com experiência em segurança pública e cibersegurança, deixo um princípio que funciona na rua e no celular: fraude precisa de urgência + confusão + isolamento. Quando você remove qualquer um desses três elementos (com procedimentos simples), a taxa Continue lendo

Crimes Comuns Contra Idosos: prevenção prática no mundo real e no digital

Crimes Comuns Contra Idosos: prevenção prática no mundo real e no digital

9 minutos Envelhecer deveria significar mais tranquilidade — mas, na vida real, muitos idosos acabam virando alvo preferencial de roubos, furtos, fraudes, abusos patrimoniais e golpes cibernéticos. Não por “fraqueza”, e sim por fatores bem conhecidos na segurança pública: rotinas previsíveis, necessidade de atendimento rápido (banco, saúde), excesso de confiança social e exploração de vínculos (inclusive dentro da própria família). Como profissional com atuação em segurança pública e cibersegurança, eu reforço um ponto essencial: prevenção não é medo; é método. Pequenas rotinas (uma frase combinada, uma checagem de 30 Continue lendo

Segurança em Parques: como proteger crianças e adolescentes em áreas de lazer

Segurança em Parques: como proteger crianças e adolescentes em áreas de lazer

8 minutos Parques são espaços valiosos: lazer, esporte, convivência, contato com a natureza. E justamente por serem ambientes abertos, dinâmicos e cheios de “pontos cegos”, também exigem uma mentalidade de Sobrevivência Social: atenção constante, leitura do ambiente e procedimentos simples que reduzem muito o risco de abordagens, acidentes, desaparecimentos momentâneos, furtos, assédio e situações de violência. Como profissional com atuação em segurança pública e cibersegurança, eu gosto de deixar claro um princípio: segurança em parque não é paranoia; é método. Em poucos minutos, uma distração comum (celular, conversa, Continue lendo

Segurança Escolar: como proteger crianças e adolescentes no ambiente físico e no digital

Segurança Escolar: como proteger crianças e adolescentes no ambiente físico e no digital

9 minutos A escola deveria ser um dos lugares mais previsíveis e seguros da rotina de uma criança ou adolescente. Na prática, porém, a segurança escolar virou um tema de sobrevivência social: desde furtos, brigas e bullying até ameaças, assédio no entorno, violência doméstica refletindo na vida escolar e golpes digitais que começam em grupos de mensagens. Como especialista em segurança pública e cibersegurança, eu reforço uma ideia simples (e poderosa): segurança escolar não é “ter câmera”. Segurança escolar é processo: prevenção, vigilância situacional, comunicação rápida, protocolos claros, Continue lendo

Prevenção de Sequestros: como proteger crianças e adolescentes no mundo real (e no digital)

Prevenção de Sequestros: como proteger crianças e adolescentes no mundo real (e no digital)

9 minutos A prevenção de sequestros não começa “na hora do perigo”. Ela começa muito antes: na cultura de vigilância saudável, em rotinas seguras, em comunicação clara dentro da família e em uma leitura mais inteligente do ambiente — na rua, na escola, no transporte e também dentro do celular. Como profissional com atuação em segurança pública e cibersegurança, eu costumo resumir o tema assim: crianças e adolescentes são alvos não por fraqueza, mas por previsibilidade. Predadores sociais (de diferentes perfis) exploram distração, lacunas de supervisão, excesso de confiança Continue lendo